Domingo, 5 de Julho de 2009

Língua Gestual ou Linguagem Gestual?

É uso a Sociedade referir-se à LÍNGUA Gestual Portuguesa como LINGUAGEM Gestual. Por hábito? Por desconhecimento? Por falta de cultura?

O termo LÍNGUA NATURAL é usado para distinguir as línguas faladas     pelo Ser humano e usadas como instrumento de comunicação daquelas que são LINGUAGEM FORMAIS construídas.
Como exemplos destas últimas podemos indicar as linguagens de programação de computadores, as linguagens usadas pela lógica formal ou lógica matemática, etc., etc
Dentro da filosofia da linguagem de tradição anglo-saxónica, por vezes utiliza-se o termo língua ordinária como sinónimo da língua natural.
As línguas naturais são estudadas pela linguística e pela inteligência artificial, entre outras disciplinas.
As LÍNGUAS GESTUAIS são também línguas naturais, visto possuírem as mesmas propriedades características das Línguas Orais tais como a gramática, a sintaxe, uma infinidade discreta e uma forte generatividade / criatividade.
Há várias Línguas Gestuais como a norte-americana ASL), a francesa (LSF), a brasileira (LIBRAS), a portuguesa (LGP) já devidamente documentadas na literatura científica.

 

publicado por Armando Baltazar às 16:13
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A Liberdade numa perspectiva Ética

publicado por Armando Baltazar às 15:59
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Liderança, Ética, Respeito e Confiança - Breves considerandos

 

Dado nos últimos tempos ter constatado que determinado sector da Comunidade Surda vem falando muito DE LIDERANÇA, DE ÉTICA, DE RESPEITO E DE CONFIANÇA, deixo aqui uma opinião pessoal sobre o que são estes considerandos, e espero provoque uma reflexão positiva de TODOS…
 
 
A LIDERANÇA
 
Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados para que contribuam, voluntariamente, da melhor forma com os objectivos do grupo ou da instituição.
A natureza e o exercício da liderança tem sido objecto de estudo do homem ao longo da sua história. Bernard Bass (2007) argumenta que "desde a sua infância, o estudo da história tem sido o estudo dos líderes - o que e porque eles fizeram o que fizeram".
A busca do ideal do líder também está presente no campo da filosofia. Platão, por exemplo, argumentava em A República que o regente precisava ser educado com a razão, descrevendo o seu ideal de "rei filósofo". Outros exemplos de filósofos que abordaram o tema são Confúcio e seu "rei sábio", bem como Tao e seu "líder servo".
Os pesquisadores académicos argumentam que a liderança como tema de pesquisa científica surgiu apenas depois da década de 30 fora do campo da filosofia e da história.
Com o passar do tempo, a pesquisa e a literatura sobre a liderança evoluíram de teorias que descreviam traços e características pessoais dos líderes eficazes, passando por uma abordagem funcional básica que esboçava o que líderes eficazes deveriam fazer, e chegando a uma abordagem situacional ou mais contingencial, que propõe um estilo mais flexível, adaptativo para uma verdadeira liderança eficaz.
Nos últimos anos, grande parte dessas pesquisas e obras tem sido criticada por ser de sentido muito restrito, mais preocupada com a explicação dos comportamentos dos líderes face a face com os seus colaboradores, ao invés de examinar os líderes no contexto maior das organizações que lideram, prestando pouca atenção ao papel da liderança organizacional em termos do tratamento da mudança ambiental.
Ou sejam há um forte “esquecimento” de que um líder não se fabrica nem se constrói… mas que a liderança é um sentido inato que já nasce com o ser humano…
Não é fácil ser um verdadeiro líder, ou seja não é líder quem quer mas sim é líder quem sabe!
 
 
A ÉTICA
 
A palavra Ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, carácter. Através do latim mos (ou no plural mores), que significa costumes, derivou-se a palavra moral. 
Em Filosofia, Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e o seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo - sociedade. 
Define-se Moral como um conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. Moral e ética não devem ser confundidos: enquanto a moral é normativa, a ética é teórica e busca explicar e justificar os costumes de uma determinada sociedade, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. Porém, deve-se deixar claro que etimologicamente "ética" e "moral" são expressões sinónimas, sendo a primeira de origem grega, enquanto a segunda é sua tradução para o latim. 
A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética. 
Tanto “ethos” (carácter) como “mos” (costume) indicam um tipo de comportamento propriamente humano que não é natural, o homem não nasce com ele como se fosse um instinto, mas que é “adquirido ou conquistado por hábito” (Vasquez). Portanto, ética e moral, pela própria etimologia, diz respeito a uma realidade humana que é construída histórica e socialmente a partir das relações colectivas dos seres humanos nas sociedades onde nascem e vivem. 
A ética pode ser interpretada como um termo genérico que designa aquilo que é frequentemente descrito como a "ciência da moralidade", e o seu significado derivado do grego, quer dizer 'Casa da Alma', isto é, susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. 
Em Filosofia, o comportamento ético é aquele que é considerado bom, e, sobre a bondade, os antigos diziam que: o que é bom para a leoa, não pode ser bom para a gazela. E, o que é bom para a gazela, fatalmente não será bom para a leoa. Este é um dilema ético típico. 
Portanto, da investigação filosófica, e devidas subjectividades típicas em si, ao lado da metafísica e da lógica, não pode ser descrita de forma simpes. Desta forma, o objectivo de uma teoria da ética é determinar o que é bom, tanto para o indivíduo como para a sociedade como um todo. Os filósofos antigos adoptaram diversas posições na definição do que é bom, sobre como lidar com as prioridades em conflito dos indivíduos versus o todo, sobre a universalidade dos princípios éticos versus a "ética de situação". Nesta, o que está certo depende das circunstâncias e não de uma qualquer lei geral. E sobre se a bondade é determinada pelos resultados da acção ou pelos meios pelos quais os resultados são alcançados. 
O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: “Como devo agir perante os outros?”. Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada, mas difícil de ser respondida. Ora, esta é a questão central da Moral e da Ética. Enfim, a ética é o julgamento do carácter moral de uma determinada pessoa. Como Doutrina Filosófica, a Ética é essencialmente especulativa e, a não ser quanto ao seu método analítico, jamais será normativa, característica esta, exclusiva do seu objecto de estudo, a Moral. Portanto, a Ética mostra o que era moralmente aceite na Grécia Antiga possibilitando uma comparação com o que é moralmente aceite na Europa de hoje, por exemplo, indicando através da comparação, mudanças no comportamento humano e nas regras sociais e suas consequências, podendo daí, detectar problemas e/ou indicar caminhos.
 
 
O RESPEITO
 
Respeito é o apreço por, ou o sentido do valor e excelência de, uma pessoa, qualidade pessoal, talento, ou a manifestação de uma qualidade pessoal ou talento.  
Em certos aspectos, o respeito manifesta-se como um tipo de ética ou princípio, tal como no conceito habitualmente ensinado de "[ter] respeito pelos outros" ou a Ética da reciprocidade. 
O Respeito também poderá ser chamado de ética da reciprocidade é um princípio moral geral, que se encontra praticamente em todas as religiões e culturas, frequentemente como regra fundamental. Este facto sugere que pode estar relacionada com aspectos inatos de natureza humana. 
Na maioria das formulações toma uma forma passiva, como a que é expressada no Judaísmo: "O que é odioso para ti, não o faças ao próximo". Na cultura ocidental, no entanto, a fórmula mais conhecida é a que foi formulada por Jesus, no Sermão da Montanha: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles" (Mt. 7, 12). Esta regra tradicional é também apelidada de regra de ouro.
 
 
A CONFIANÇA
 
Confiança é o acto de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e absorvendo-a simplesmente.
Confiar noutro é muitas vezes considerado acto de amizade ou de amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. 
A confiança é muito subjectiva porque não pode ser medida, é preciso ter confiança em quem se confia para poder confiar, o que torna a confiança um conceito intrínseco.
Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações corre tas sobre em quem necessitamos confiar, melhor, formamos um conceito positivo dessa pessoa. 
O grau de confiança entre duas pessoas é determinado pela capacidade que elas têm de prever o comportamento uma da outra. Também é "a expectativa que nasce no seio de uma comunidade de comportamento estável, honesto e cooperativo, baseado em normas compartilhadas pelos membros dessa comunidade". Quando isso ocorre, temos as condições de prever o comportamento dos outros em uma dada circunstância. Confiança é a previsibilidade do comportamento. Ao observar o comportamento de alguém, somos capazes de identificar os valores que determinam porque as pessoas se comportam de uma determinada maneira.  
Portanto, quando dizem os que confiamos em alguém, estamos a dizer que:  
a) pertencemos à mesma comunidade de valores, e  
b) sabemos que essa pessoa estará tão orientado para atender aos nossos interesses como nós próprios estaríamos se estivéssemos no lugar dela. Quando isso acontece, as pessoas não negociam: elas são capazes de entregar um cheque em branco e assinado. 
Assim, a quantidade e a frequência das negociações podem ser indicadores de que nem tudo vai bem. Se a oportunidade de negociar pode ser um indício de relações democráticas e igualitárias, o excesso de negociações é um indicador seguro de falta de confiança porque, no limite, quando confiamos totalmente, não negociamos. Assim, quanto maior o número de negociações, menor a abertura entre os interlocutores. 
Assim quando há falta de confiança a rapidez na solução do impasse dependerá do grau de abertura existente entre os dois lados  
Como resolver o impasse? Com abertura. Ou seja, quanto mais rápida e francamente os lados em desavença revelarem o que realmente desejam, mais facilmente poderão resolver esse problema.
 
publicado por Armando Baltazar às 08:40
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Diz-me onde moras...

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.

Por  exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em  Sete Rios, omprou  um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a  Mauritânia!
 
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide. Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em  Cascais. É a injustiça do endereço.
 
Está-se numa festa e as pessoas  perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda,  Alformelos, Murtosa, Angeja... ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
 
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)
Ao ler os nomes de alguns sítios -  Penedo, Magoito,  Porrais, Venda das Raparigas, 
compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.
 
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar? Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.

Imagine-se o impacte de dizer  "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?". Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
 
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda. Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas? É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra". Ninguém é do Porto ou de Lisboa.

Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir. Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
 
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").

Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.

Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!

Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.  Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)

Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde),   e acabando a comprar  rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹,  (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).

¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!! "

(Miguel Esteves Cardoso)
publicado por Armando Baltazar às 09:32
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Avante Camarada Avante

Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante, camarada, avante, camarada
E o sol brilhará para todos nós!

Ergue da noite, clandestino,
À luz do dia a felicidade,
Que o novo sol vai nascendo
Em nossas vozes vai crescendo
Um novo hino à liberdade
Que o novo sol vai nascendo
Em nossas vozes vai crescendo
Um novo hino à liberdade

Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante, camarada, avante, camarada
E o sol brilhará para todos nós!

Para um novo alvorecer
Junta-te a nós, companheira,
Que comigo vais levar
A cada canto, a cada lar
A nossa rubra bandeira
Que comigo vais levar
A cada canto, a cada lar
A nossa rubra bandeira
Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante, camarada, avante, camarada
E o sol brilhará para todos nós!

Cerrem os punhos, companheiros,
Já vai tombando a muralha.
Libertemos sem demora
Os companheiros da masmorra
Heróis supremos da batalha
Libertemos sem demora
Os companheiros da masmorra
Heróis supremos da batalha
Avante, camarada, avante,
Junta a tua à nossa voz!
Avante, camarada, avante, camarada
E o sol brilhará para todos nós!
publicado por Armando Baltazar às 15:46
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

A Internacional

publicado por Armando Baltazar às 09:51
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

5 de Outubro de 1910 (... e de 1143...)

  Dr. Manuel D'Arriaga - 1.º Presidente da República

Sem procurar criar divisões mais ou menos “artificiais” entre os portugueses, no dia 5 de Outubro, não se comemora apenas a implantação da República em Portugal.
No mesmo dia, em 1143, pelo Tratado de Zamora, “oficializava-se a fundação de Portugal”.
As movimentações militares da revolução do 5 de Outubro iniciaram-se no dia 3 de Outubro pelas 3 da madrugada. Foi nessa altura que os soldados da Infantaria 16 se instalaram no cimo da Avenida da Liberdade onde se juntaram as baterias do Regimento de Artilharia 1. Nessa zona instalar-se-ia o quartel-general dos revolucionários chefiados pelo comissário naval Machado Santos.
A marinha aderiu imediatamente à revolta tendo-se juntado outros militares de baixa patente de ideais republicanos. Os navios Adamastor e São Rafael prepararam-se para o bombardeamento ao Palácio das Necessidades, que se veio a efectuar no dia seguinte. Não obstante a oposição do cruzador D. Carlos, as operações navais rapidamente foram controladas.
Entretanto, mal se soube do início das operações, registou-se uma grande agitação entre a população que rapidamente se prestou a ajudar os revoltosos. Há que salientar neste aspecto a acção da Carbonária que desempenhou um papel importante no sucesso do golpe militar.
As tropas terrestres tinham-se instalado na Rotunda onde sofriam um forte bombardeamento das forças monárquicas. Na madrugada do dia 4 a situação dessas tropas podia considerar-se desesperante, chegando ao ponto do capitão Sá Cardoso admitir a hipótese de depor as armas. Todavia Machado Santos não se conformou com a situação dizendo que preferia morrer a entregar as armas. Foi a tenacidade deste homem que possibilitou um autêntico volte-face na situação. No dia seguinte ele escrevia: "Tenho a honra de comunicar que as forças do meu comando, acampadas na Rotunda da Avenida, venceram as tropas monárquicas. Escusado será lembrar o que foram para as forças que tive a honra de comandar essas horas terríveis de luta de um contra dez. " (Relatório do comandante Machado Santos ao Governo Provisório).

O ataque de um grupo de marinheiros chefiados pelo comissário Mariano Martins ao Rossio, onde se encontrava o general Gorjão, comandante da 1.ª divisão viria a revelar-se decisivo na vitória das forças republicanas, pois veio diminuir os ataques sobre a Rotunda.
Assim, às 9 horas da manhã do dia 4 de Outubro, Paiva Couceiro, o general-chefe das forças monárquicas assinou a acta da rendição. Na manhã de 5, a República foi proclamada na Câmara Municipal de Lisboa. Ao meio-dia a Revolução estava consumada.
Na tarde desse dia o rei D. Manuel acompanhado pelas rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, embarcava na Ericeira, a bordo do iate Amélia rumo a Gibraltar. Daí, seguiu para Inglaterra, a sua morada definitiva.

publicado por Armando Baltazar às 11:26
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A Bandeira Nacional - significados

 

Sobre a evolução dos símbolos nacionais (em particular da bandeira):
A Bandeira nacional, da autoria de Columbano, João Chagas e Abel Botelho, foi adoptada pelo regime revolucionário de 5 de Outubro de 1910. De acordo com o Decreto-lei de 19 de Junho de 1911, a bandeira tem as cores verde (dois quintos) e vermelha (três quintos), com o escudo de armas na linha divisória.”
Significado dos símbolos e cores:
Ø As 5 quinas simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques venceu na batalha de Ourique.
Ø Os pontos dentro das quinas representam as 5 chagas de Cristo. Diz-se que na batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: “Com este sinal, vencerás!”. Contando as chagas e duplicando as chagas da quina do meio, perfaz-se a soma de 30, representando os 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo.
Ø Os 7 castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos Mouros.
Ø A esfera armilar simboliza o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio.
Ø O verde simboliza a esperança.
Ø O vermelho simboliza a coragem e o sangue dos Portugueses mortos em combate.
publicado por Armando Baltazar às 11:06
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Luís de Camões

Luís Vaz de Camões
(Poeta português)
1525(?) - 1580

                                            ver aqui a BIOGRAFIA

publicado por Armando Baltazar às 15:37
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Domingo, 30 de Setembro de 2007

Che Guevara

Ernesto Lynch Guevara
(Médico)
14-06-1928, Rosário Argentina
09-10-1967, Centro-sul da Bolívia

ver aqui a BIOGRAFIA

publicado por Armando Baltazar às 11:43
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